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1º dia do Workshop 2G, no CTBE, teve quatro sessões e 15 palestras

Apresentação de pôsteres também receberam destaque na programação do evento, com 30 participantes aceitos

Erik Nardini Medina (texto em andamento)

O CTBE, um dos quatro Laboratórios Nacionais do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), deu início nesta quarta, 29, ao Workshop on Second Generation Bioethanol and Biorefining 2017. Com auditório e salas de transmissão lotadas, o primeiro dia do evento teve palestras divididas entre as sessões de Biomassa, Pré-tratamento, Hidrólise e Fermentação Alcoólica.

A organização do Workshop ainda brindou o público com a boa notícia, divulgada na noite de terça (28), de que o programa RenovaBio havia sido aprovado, aumentando ainda mais o fôlego de um público entusiasmado com a Segunda Geração. A notícia foi apresentada pela pesquisadora Carolina Grassi, coordenadora associada das Divisões Agrícola e Industrial, e à frente do programa Cana-Energia, do CTBE. A fala de abertura foi conduzida pelo Dr. Kleber Franchini, diretor do LNBio/CNPEM.

A presença de empresas no primeiro dia foi massiva, como era esperado para a sétima edição do evento,  indicando que o Workshop marcou uma virada definitiva no cenário da próxima geração de biocombustíveis e químicos de renováveis.

“A seleção de convidados seguiu o mesmo rigor da seleção de speakers“, confirmou Carlos Driemeier, pesquisador do CTBE e chair do Workshop 2G. O Workshop 2G destaca-se pelo notável equilíbrio entre participantes business-oriented e acadêmicos de ponta, com palestras de alto nível e nomes renomados. “De 2016 para agora, o número de palestrantes praticamente dobrou e aumentou, igualmente, o volume de estrangeiros”, destacou Juliana Velasco, co-chair do 2G e pesquisadora do CTBE.


Workshop teve início às 9h da manhã, no Auditório do CTBE/CNPEM

Na sessão de Biomassa, que deu início ao evento, as experiências de Brasil e Estados Unidos com o uso da palha para produção de biocombustíveis e bioenergia dominaram o assunto. Douglas Karlen (USDA) compartilhou com o público experiências obtidas nos últimos dez anos, enquanto João Nunes Carvalho (CTBE) apresentou dados sobre remoção de palha do campo e seus impactos na qualidade do solo e na longevidade do canavial, obtidos no âmbito do Projeto SUCRE.

Suleiman Hassuani (CTC) e José Bressiani (Granbio) demonstraram de que forma estão aplicando a biomassa em suas plantas 2G, cada qual com métodos inovadores e pioneiros para a obtenção da próxima geração de biofuels.

A sessão Pré-tratamento foi aberta com Xiaowen Chen, químico que representou o NREL durante o segundo bloco do evento. Chen revelou que as dificuldades enfrentadas por indústrias ao redor do mundo são de certa forma semelhantes às vistas no Brasil.

Um claro exemplo está na vida útil de materiais empregados em operações de processamento de biomassa, que “corroem” os tais materiais. Acontece que a maioria deles ainda vem dos processos de primeira geração, algo que a indústria está empenhada em mudar agora. Problema parecido também foi abordado por Carlos Driemeier (CTBE) em referência às brocas utilizadas no processamento de cana-energia.

Luiz Pereira Ramos (UFPR) apresentou a influência de CSF no pré-tratamento de bagaço de cana-de-açúcar. “Vemos que as enzimas reduziram a viscosidade rapidamente, algo em torno de 3 horas, o que indica que realizar a hidrólise em dois estágios pode ser uma boa ideia”, exemplificou.

Perguntas e respostas: ao final de cada sessão, 10 minutos de interação com os palestrantes; app criado para interação durante Workshop foi bem recebido

Carlos Driemeier (CTBE), especialista em arquitetura de biomassa, foi do micro ao nano em materiais lignocelulósicos para tentar desconstruir as partículas e encontrar novos dados sobre biomassas em escalas invisíveis. A fotografia (ou tomografia) desses materiais foi realizada no acelerador Sinctrotron, localizado no LNLS/CNPEM, que revelou frações nanométricas de minerais dentro dessas mesmas frações, revelando propriedades pouco conhecidas que podem contribuir para um conhecimento mais aprofundado da matéria.

Escapando do cientifiquês, a fala de Driemeier levantou questões importantes: de que forma resíduos minerais (como terra) são capazes de penetrar na biomassa? Qual o impacto desses resíduos no processamento da biomassa na usina? “Tente manter a estrutura o mais limpo possível, tente ficar longe das impurezas”, recomenda. As pesquisas continuam.

Novidades também foram apresentadas por empresas líderes em P&D, caso de Novozymes e Lallemand, que destacaram seus progressos no competitivo mercado de enzimas e leveduras; a VTT Finland também revelou detalhes sobre seus processos voltados à segunda geração; Boris Stambuk (UFSC) trouxe dados inéditos e ainda não publicados sobre leveduras geneticamente modificadas para fermentação de xilose.

Completaram o quadro de palestrantes os pesquisadores Mario Murakami e Leandro Vieira dos Santos, ambos do CTBE, destacando respectivamente despolimerização de paredes celulares e o desenvolvimento de um atlas genômico da segunda geração. Murakami comanda um time focado no desenvolvimento de enzimas, enquanto Santos responde pelas principais pesquisas envolvendo leveduras.

O Workshop continua nesta quinta-feira, 30, a partir das 9h00. A programação completa pode ser consultada neste link.

Salas de transmissão ficaram lotadas durante todo o Workshop; ao todo, cinco salas tiveram transmissão

Mais aguardado evento do CTBE, Workshop on Second Generation começa dia 29

Com lotação máxima, Workshop será sediado no Auditório do CTBE e transmitido para outras cinco salas

O Workshop on Second Generation Bioethanol and Biorefining é um dos mais importantes eventos no calendário do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), um dos quatro Laboratórios que integram o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O evento chega este ano à sétima edição com significativas mudanças e uma agenda de peso para o tema mais aquecido da bioeconomia. Todos os lugares do evento foram preenchidos nas primeiras semanas.

Marcado para acontecer entre os dias 29 e 30 de novembro, em Campinas (SP), e nessa edição, em razão do número recorde de inscritos, será realizado simultaneamente no Auditório do CTBE e em outras cinco salas no mesmo prédio, que contarão com transmissão simultânea. O Workshop também inova ao disponibilizar um app (para iOS e Android) que terá as principais informações sobre o evento, além da possibilidade de interação do público por meio de enquetes em tempo real. O aplicativo será divulgado nos próximos dias.

O Workshop é aguardado como ponto de encontro de academia, centros de pesquisa e empresas do Brasil e do exterior. O evento é uma oportunidade para discutir os últimos avanços em etanol 2G e biorrefinarias e construir uma rede entre os principais players globais.

Formato revisado

A sétima edição traz um novo formato, com maior número de palestrantes, maior abrangência temática e ênfase na aproximação entre ciência e indústria, fomentando o diálogo para avanço da inovação e da Bioeconomia.

“O evento vem evoluindo a cada edição, respondendo à dinâmica do cenário de etanol 2G e biorrefinarias. Nesta edição a mudança foi mais significativa” explica Carlos Driemeier, pesquisador do CTBE e um dos organizadores do evento. “A indústria já está produzindo etanol 2G. É um novo nível de maturidade, que requer novas pontes entre ciência e indústria”, analisa.

Os palestrantes são criteriosamente convidados e nesta edição o evento conta com representantes de países como Finlândia, Holanda e Estados Unidos, além do Brasil. “Em todas as edições o cuidado na seleção sempre é o mesmo. Buscamos reunir importantes players envolvidos na temática do evento”, explica a pesquisadora Juliana Velasco, que integra a comissão organizadora do Workshop.

Sessões temáticas e palestrantes

As sessões do dia 29 de novembro – biomassa, pré-tratamento, hidrólise e fermentação alcoólica – cobrem as etapas de produção de etanol 2G.

No dia 30 de novembro, no período da manhã, as sessões abordarão novos produtos obtidos de biomassa, em especial materiais e químicos. Na tarde do dia 30 de novembro, a sessão de biorrefinarias 2G discutirá as experiências das novas biorrefinarias e a Mesa Redonda reunirá lideranças para discutir como acelerar a bioeconomia.

O evento conta com palestrantes confirmados de empresas chaves do setor: CTC, GranBio, Valmet, Novozymes, Lallemand, Petrobras, Amyris, Solvay, Braskem, Clariant, DSM e Raízen. Nas palestras científicas, podemos destacar palestrantes internacionais como Douglas Karlen (USDA, Estados Unidos), Xiaowen Chen (NREL, Estados Unidos), Orlando Rojas (Universidade de Aalto, Finlândia) e Luuk van der Wielen (Universidade de Limerick, Irlanda e TU Delft, Holanda). A programação completa pode ser acessada aqui.

Além da forte presença de indústrias, o evento mantem ainda sua veia acadêmica. Mais de 30 trabalhos de estudantes de todo o país foram submetidos e serão apresentados, em pôsteres, no primeiro dia do evento. “É uma ótima oportunidade para que novos talentos se apresentem para um público extremamente qualificado”, analisa Juliana Velasco, da Comissão Organizadora “Nós incentivamos alunos de pós-graduação a enviarem seus resumos e se inscreverem no Workshop”, acrescenta o físico Carlos Driemeier, presidente da Comissão.

Ao longo das suas seis edições passadas – a primeira aconteceu em 2010 – o Workshop soma mais de 600 participantes, compostos de jovens promissores e de lideranças consolidadas, do Brasil e do exterior.

Suporte
CAPES e FAPESP

Patrocínio Ouro
Amyris, Raízen, CTC e Okubo Mercantil

Patrocínio Prata
LCR Científica, Biorad, Honda, Infors HT, Promac e Eppendorf

Patrocínio Bronze
Fastbio

Apoio Institucional
Ciencor, Exxtend, UDOP e IAR do Brasil

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