Posts

Inovação marca participação do CTBE no Congresso de Bioenergia da UDOP

Laboratório apresentou doze palestras; RenovaBio, Projeto SUCRE e Redução de Custos operacionais foram debatidos
Print this pageEmail this to someoneShare on Google+Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Erik Nardini Medina (texto em atualização)

O nome da sala organizada pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CTBE/CNPEM) na abertura do 10º Congresso Nacional da Bioenergia realizado pela União dos Produtores de Bioenergia (UDOP) reflete bem a atuação estratégica do Laboratório: Inovações Tecnológicas.

O CTBE participou na última quarta-feira, 22, do principal evento de Bioenergia do país, que reuniu segundo a organização um público de mais 1500 pessoas em Araçatuba, no interior de São Paulo (SP). A cidade, explicou a comissão do evento, se “transformou na capital brasileira da Bioenergia”. Para fazer frente à importância do evento o Laboratório organizou doze palestras envolvendo pesquisadores de três grandes divisões: Agrícola, Industrial e Inteligência de Processos.

Mais de 1500 pessoas visitaram o 10º Congresso de Bioenergia da UDOP, em Araçatuba, durante os dias 22 e 23

Dentre os temas abordados pelo CTBE estavam a RenovaCalc – Calculadora do RenovaBio; o Projeto SUCRE que explora os potenciais de utilização da palha para a cogeração de energia; o recolhimento da palha e seu processamento na indústria, além de palestras sobre Cana-Energia, estratégias para redução de custos agrícolas e a Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC).

Para João Nunes Carvalho, pesquisador do CTBE e um dos palestrantes do Congresso, o evento superou as expectativas. “Foi excelente poder ver a a participação de pessoas ligadas ao setor produtivo, aos centros de pesquisas e universidades. Os temas abordados são atuais e relevantes, com foco em estratégias para aumentar as eficiências do processo produtivo”, contou.

Fábio Okuno, René Sordi (Usina São Martinho), João Nunes Carvalho, Daniel Duft e Caio Soares: parte da equipe que representou o CTBE no Congresso UDOP

A 10ª edição do Congresso foi um marco por apostar fortemente, pela primeira vez, em inovação. “As salas de Inovações Tecnológicas do CTBE apresentaram as novidades do segmento e foi um dos grandes pontos da nossa programação”, informou Camila Lemos, do departamento de comunicação da UDOP. Em nota, a organização também destacou que o setor agora começa a observar as startups — modelo de negócios que tem movimentado a economia mundial — como formas de estratégia para um crescimento mais alinhado às novas práticas empresariais.

Os painéis do CTBE foram moderados por nomes de peso para a bioenergia e bioeconomia como um todo. Jaime Finguerut (ITC), René de Assis Sordi (Usina São Martinho), Marlon Arraes (Ministério de Minas e Energia) e Sérgio Castro (CTBE) se dividiram entre os quatro painéis que se estenderam ao longo do dia 22. “Nunca havia visto tantas pessoas reunidas num único congresso”, afirmou o consultor Jaime Finguerut, que moderou as apresentações sobre a Biorrefinaria Virtual de Cana e sobre a “Usina de Oportunidades”.

“A palestra que revelou as possibilidades de aperfeiçoamento das plantas 1G, apresentadas por Daniel Atala (CTBE) trouxe ideias novas que tem potencial para mudar o jeito como fabricamos o etanol 1G hoje no Brasil”, disse Finguerut. “As pessoas associam muito a imagem do CTBE com a segunda geração, e isso é importante, mas as palestras realizadas no Congresso mostram que o Laboratório vai além e tem força para integrar as tecnologias, colaborando com avanços para uma produção mais eficiente e mais atrativa em todas as frentes”, finalizou.

CTBE promove painéis de Inovação Tecnológica no Congresso UDOP

Laboratório apresenta palestras voltadas às áreas agrícola, industrial e de bioeconomia
Print this pageEmail this to someoneShare on Google+Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Durante os dias 22 e 23 de novembro o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CTBE/CNPEM) participa da 10ª edição do Congresso UDOP – um dos mais importantes encontros do setor sucroenergético no país, e leva ao público as pesquisas que têm realizado nas áreas agrícola, industrial e da bioeconomia, com forte apelo ao RenovaBio. O Congresso acontece no campus da Universidade Paulista (UNIP) em Araçatuba (SP). Informações podem ser obtidas neste link.

“A programação do CTBE foi pensada para dialogar com o setor produtivo e mostrar que a inovação tecnológica que fazemos está em consonância com o mercado”, explica Carolina Grassi, Pesquisadora e Relações Institucionais do CTBE. Grassi, que é uma das palestrantes, é a responsável pelo painel sobre cana-energia. As palestras do Laboratório estão concentradas no dia 22 de novembro, consulte a programação completa.

Congresso UDOP acontece desde 2008 e é um dos mais importantes eventos do setor sucroenergético (Divulgação/UDOP)

Os destaques desta edição do congresso, que completa 10 anos, são as salas de Inovações Tecnológicas do CTBE, Startups, além dos grandes debates realizados com temas de elevada importância no segmento bioenergético. Ao todo, a programação conta com 13 salas temáticas divididas entre as principais áreas que norteiam a cadeia produtiva e reúne os principais nomes da bioeconomia para discussões técnicas e especializadas.

Os painéis apresentados na sala de Inovações Tecnológicas do CTBE serão moderados por Henrique Junqueira Franco, coordenador da Divisão Agrícola no CTBE e Marlon Arraes, Coordenador Geral de Etanol do Ministério de Minas e Energia (MME). Autoridades também estarão presentes, caso do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin e Plínio Nastari, presidente da DATAGRO.

O encontro deve permitir uma maior articulação entre ciência, tecnologia, setor produtivo e representantes de órgãos públicos. “Existe a real oportunidade de o setor conseguir destravar algumas agendas durante esta edição do Congresso”, comenta Grassi. “O CTBE está engajado em compartilhar o conhecimento científico e aumentar ainda mais a integração entre a indústria e as pesquisas. É o momento certo para promover essas discussões”, avalia.

Capa Boletim Monitoramento Cana edição 6

Produtividade da cana pode ser maior nesta safra

Afirmação do presidente executivo da UDOP, Antonio Cesar Salibe, foi divulgada pelo CTBE no Boletim do Monitoramento da Cultura de Cana-de-açúcar em SP.
Print this pageEmail this to someoneShare on Google+Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Matéria publicada por: Udop
Data de publicação: 05/05/2015

capa-monitoramento-cana

Capa do Boletim de Monitoramento de Cana.

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol – CTBE – e a Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, divulgaram nesta terça-feira (5) o Boletim de Monitoramento da Cultura da Cana-de-açúcar no Estado de São Paulo.

O levantamento feito em abril, referente ao mês de março, traz uma discussão sobre as expectativas para o setor bioenergético neste ano. O presidente executivo da UDOP, Antonio Cesar Salibe foi entrevistado sobre o tema e disse que a palavra de ordem para esta safra é: sobrevivência. “Ainda temos um longo período de incertezas climáticas pela frente e uma expectativa de possível florescimento, o que poderia prejudicar o desenvolvimento dos canaviais em algumas regiões”, destacou Salibe.

salibe-presidente-executivo-udop

Antonio Salibe, presidente executivo da Udop.

Apesar da incerteza, ele disse que já é possível observar condições climáticas mais favoráveis em relação ao ano de 2014 e a expectativa da UDOP para a produção de cana-de-açúcar disponível para essa safra na região Centro-Sul do Brasil, é de 590 a 600 milhões de toneladas.

Na parte agrícola, mesmo com uma área menor de renovação, o que deixa nossos canaviais mais velhos e, por consequência, menos produtivos, trabalhamos com a possibilidade de uma melhora no rendimento por hectare”, afirmou o executivo da UDOP.

Desempenho da safra

Ainda de acordo com o Boletim, apesar da chuva acima da média para o mês, o índice de vegetação não acompanhou. Foi o que aconteceu nas regiões de Ribeirão Preto, Assis e Piracicaba. Os índices estão levemente abaixo da média e tudo indica que a cultura não teve capacidade de responder devido aos impactos da última seca.

As regiões de Campinas e Itapetininga estão com um desempenho ainda pior. Isso porque elas foram as mais atingidas pela seca de 2014 e com o baixo índice de renovação do canavial, a cana está com problemas no crescimento e mesmo com chuvas em quantidades satisfatória, a resposta ficou aquém do potencial.

O Boletim de Monitoramento da Cultura da Cana-de-açúcar pode ser visualizado abaixo. Para acessar e fazer o download das edições anteriores e se inscrever para recebê-lo mensalmente, via e-mail, clique aqui.