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Grupo IDEA tem inscrições abertas para Prêmio INOVACANA de Startups

Candidatos podem inscrever projetos até 16 de julho; evento acontece dias 9 e 10 de agosto, em Ribeirão Preto (SP)
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Uma das principais consultorias especializadas na agroindústria canavieira, o Grupo IDEA está com inscrições abertas para o Prêmio INOVACANA. O objetivo, segundo os organizadores, é incentivar o desenvolvimento de inovações tecnológicas para o setor sucroenergético. O Prêmio conta com o apoio da AgTech Garage e SP Ventures, e figura como uma das grandes oportunidades para gerar exposição de alto nível às startups AgTechs.

As inscrições vão até o dia 16 de julho. Após esta data, uma equipe de especialistas vai analisar e eleger as seis melhores inovações para se apresentarem com um pitch durante o evento INOVACANA, que acontece nos dias 9 e 10 de agosto, em Ribeirão Preto, SP. O público do evento é formado por cerca de 300 profissionais de usinas e produtores de cana-de-açúcar, que são potenciais compradores ou usuários finais das novas tecnologias voltadas para esse setor.

Para participar, as startups devem apresentar soluções inovadoras que se enquadrem em um (ou mais) dos seguintes critérios:

  • Tecnologias que aumentam a produtividade agrícola da cana-de-açúcar;
  • Tecnologias que reduzam custos de produção de cana-de-açúcar;
  • Tecnologias de gestão agrícola.

Durante o INOVACANA, uma banca de profissionais vai eleger, entre as seis finalistas, as TOP 3, consideradas as promessas da nova agricultura canavieira.

 A premiação para as TOP 3 startups inclui:

  • Selo Grupo IDEA de Melhor Startup para o Setor Sucroenergético de 2017;
  • Mentoria do Grupo IDEA para adequação do produto para setor canavieiro;
  • Mentoria da SP Ventures para captação de investimentos por 6 meses;
  • Palestra e benefícios de imagem de marca de patrocinador do evento do Grupo IDEA que a startup escolher participar em 2018, para promover ainda mais seus produtos ao público comprador;

Além disso, todas as seis startups selecionadas terão como benefício:

  • Exposição de sua inovação a um público altamente qualificado, formado por compradores e usuários finais de seus produtos;
  • Inserção de seu material promocional nas sacolas que serão distribuídas a todos os participantes do evento.
  • Apresentação da empresa em vídeo de cobertura do evento, produzido no local e divulgado após o evento para o mercado sucroenergético.

As inscrições vão até o dia 16/07 e podem ser realizadas no site: www.inovacana.com.br

CTBE ganha Prêmio AEA Meio Ambiente

Biorrefinaria Virtual ganha IX Prêmio AEA de Meio Ambiente

Estudo do CTBE premiado avaliou tecnologias atuais e futuras de produção de biocombustíveis no Brasil.
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CTBE ganha Prêmio AEA Meio Ambiente

Profissionais do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) foram os grandes vencedores do IX Prêmio AEA de Meio Ambiente, na categoria Acadêmica. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) premiou o estudo do CTBE intitulado “A platform for the assessment of economic, environmental and social beneficts of sugarcane biofuels in Brazil”, em cerimônia realizada em 08/06, no Espaço Fecomércio em São Paulo.

A pesquisa utilizou a plataforma de simulação computacional do CTBE chamada Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC) para avaliar tecnologias atuais e futuras de produção de biocombustíveis no Brasil, demonstrando os benefícios econômicos, sociais e ambientais comparados à gasolina.

O estudo mostrou que a produção de etanol de segunda geração integrada à primeira é a configuração industrial mais atraente ao setor, pois apresenta maior receita e retorno econômico por tonelada de cana processada. A avaliação ambiental também apontou vantagens dos biocombustíveis em algumas categorias de impacto global (ex.: mudanças climáticas, uso de recursos fósseis e diminuição na camada de ozônio), e atestou a conformidade do etanol às metas de redução de emissões de ciclo de vida. Isso o classifica como “biocombustível avançado”.

Otávio e Bonomi Prêmio AEA

Otávio Cavalett (esquerda) e Antonio Bonomi (centro) recebem premiação da AEA.

Por fim, a análise socioeconômica indicou melhorias na produção de biocombustíveis, tendo em vista o aumento da eficiência dos processos e a maior atividade econômica. Consequentemente, um menor número de pessoas empregadas e acidentes de trabalho foi projetado para cenários futuros. A equipe do projeto salienta que, apesar dessa redução, os empregos criados nestes cenários deverão ser de melhor qualidade que os do caso base.

Consolidação da BVC como ferramenta de avaliação de tecnologias

Um dos líderes do trabalho no CTBE, Lucas Pereira, destaca o caráter multidisciplinar dessa pesquisa. “Nosso estudo demonstrou a consolidação da BVC como ferramenta para avaliação integrada das etapas da cadeia de produção e uso de biocombustíveis provenientes da cana-de-açúcar, além de apresentar quantitativamente e pela primeira vez em um mesmo artigo os impactos referentes às três vertentes da sustentabilidade (econômica, ambiental e social).

Participaram do estudo premiado pela AEA os profissionais do CTBE Lucas Pereira, Alexandre Monteiro, Antonio Bonomi, Marcos Watanabe, Charles de Jesus, Otávio Cavalett, Mateus Chagas e Marina Dias. Esta é a segunda vez que a Biorrefinaria Virtual vence o Prêmio AEA de Meio Ambiente. A primeira vez foi em 2012, com o trabalho “The Virtual Sugarcane Biorefinery: a tool for sustainability assessment in the sugarcane production chain”.

A edição deste ano do Prêmio da AEA teve 47 trabalhos inscritos em seis categorias: Acadêmica, Jornalística, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Social, Tecnologias Diesel e Tecnologias Otto. Os trabalhos foram analisados por uma banca de jurados, liderada por Alfredo Castelli, diretor de Acreditação de Laboratórios da AEA. Clique aqui para conhecer os vencedores de todas as categorias.

Estande CTBE BBEST 2014

Ciência premiada na área de bioenergia

Dois trabalhos de pós-graduação desenvolvidos no CTBE são premiados no BBEST 2014, um dos maiores eventos brasileiros sobre C&T em bioenergia.
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Estande CTBE BBEST 2014

Logo BBEST 2014O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) desempenhou uma participação expressiva no 2nd Brazilian BioEnergy Science and Technology Conference (BBEST), um dos principais eventos científicos sobre bioenergia do Brasil. Tal participação contemplou apresentações orais e de pôsteres, assim como a premiação de dois trabalhos de pós-graduação. Um deles venceu a premiação especial do evento, intitulada BE-Basic International Design Competition for Students.

Os ganhadores da competição do BE-Basic foram os alunos de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Victor Coelho Geraldo e Jessica Marcon Bressanin. Os dois desenvolveram no CTBE um plano de negócios para a produção de Ácido Poliláctico (PLA) em uma usina de etanol de primeira geração, a partir dos açúcares presentes no caldo da cana.

O PLA é um biopolímero que pode ser utilizado como plástico, biodegradável ou não, em diversas aplicações. Coelho explica que algumas empresas já produzem esse composto a partir do amido de milho ou açúcar refinado. “A vantagem do processo abordado no nosso trabalho é que o integramos à uma usina de etanol convencional, com cogeração de eletricidade. Isso aumenta o retorno financeiro, pois aproveita o vapor e a eletricidade gerados na própria usina, além de empregar o caldo da cana como matéria-prima, sem ter de refiná-lo”, explica Coelho.

Simulações computacionais foram realizadas na Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC) do CTBE para avaliar o balanço de massas e energia do processo, os equipamentos necessários à implementação da tecnologia e os impactos econômicos, ambientais e sociais relacionados. O trabalho foi premiado com R$ 7.500,00 para que os autores possam levar o projeto adiante ou aprimorar suas habilidades empreendedoras.

Prêmio de melhor pôster do BBEST 2014 na categoria mestrado

Prêmio BBEST poster mestrado Lauren

Lauren Maine Santos Menandro, estudante de mestrado do IAC/CTBE, teve o seu trabalho premiado na sessão de apresentação de pôsteres do BBEST 2014.

Outro trabalho premiado foi o de Lauren Maine Santos Menandro, aluna de mestrado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), sob co-orientação de João Luis Nunes Carvalho, pesquisador do CTBE. O pôster apresentado por Menandro no BBEST foi eleito o melhor da categoria “Estudante de Mestrado” e agraciado com um iPad.

A pesquisa experimental premiada visa caracterizar os diferentes compartimentos da palha e estimar a quantidade ideal deste material que deve ser deixada no campo para que ocorra a devida proteção do solo e reciclagem de nutrientes. “Esperamos identificar qual tipo de palha, ponteiros ou folhas secas, é mais adequado para permanecer no campo após a colheita da cana ou ir para a indústria, para a produção de etanol 2G e para cogeração de eletricidade”, explica Menandro.

A pesquisa da aluna de mestrado do CTBE está em andamento e resultados preliminares indicam que mais de 70% dos principais macronutrientes da palha (nitrogênio, potássio e fósforo) estão contidos nos ponteiros. Já as folhas secas exibem maior eficiência industrial na cogeração de eletricidade e rendimento de glicose para a produção de etanol 2G. Os experimentos acontecem em canaviais do Estado de São Paulo e de Goiás.

Tais resultados indicam que se deve priorizar a manutenção dos ponteiros no campo e utilizar uma parte das folhas secas na indústria, o que justificaria a implementação da coleta e do transporte seletivos da palha para o setor industrial.

Trabalho premiado na ESPCA de Bioenergia da Unicamp

Testeira ESPCA Futuro Bioenergia UnicampParalelamente aos trabalhos premiados no BBEST, a aluna de doutorado da Escola de Engenharia de Lorena (EEL/USP), Patrícia Câmara Miléo, foi premiada na “Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) sobre o Presente e o Futuro da Bioenergia”.

Miléo é orientada pelo pesquisador do CTBE, Adilson Roberto Gonçalves. O seu trabalho Study of the use of lignin as compatibilizer agent in polypropylene composites reinforced with cellulose from sugarcane bagasse foi selecionado como o melhor dos 120 alunos de pós-graduação (60 brasileiros e 60 estrangeiros) participantes do evento.

O estudo premiado aborda a produção de um composto que mistura celulose proveniente do bagaço de cana-de-açúcar e polipropileno. Este pode ser utilizado por diversas indústrias, dentre elas a moveleira e a automobilística. Miléo adicionou lignina (presente na biomassa de cana) ao composto, gerando uma melhora na elasticidade do material, sem impactar suas características. O trabalho foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e em colaboração o Swiss Federal Institute of Technology Zürich (ETHZ) e o Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology (EMPA Dübendorf).