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Marcos Cintra e Ronaldo Camargo da FINEP visitam laboratórios do CNPEM

Instituição abrigará novo acelerador Sirius, considerado a mais complexa infraestrutura científica do Brasil
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Texto cedido pelo canal Fique On/FINEP

O presidente da Finep, Marcos Cintra, o diretor Financeiro e Controladoria, Ronaldo Camargo, e o gerente do Departamento Administrativo de São Paulo (DASP), Oswaldo Massambani, visitaram, na segunda-feira (20), o Complexo de Laboratórios do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde conheceram os principais projetos desenvolvidos no campus, incluindo o novo acelerador de elétrons brasileiro, o Sirius.

O CNPEM, uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial: o Laboratório Nacional de LuzSíncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano).

Gonçalo Pereira (e), diretor do CTBE, apresenta o Laboratório a Ronaldo Camargo, Marcos Cintra e Oswaldo Massambani

Desde dezembro de 2014, o LNLS está construindo o Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro, considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica do País. A nova fonte de luz síncrotron brasileira, de quarta geração, possibilitará a análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos. A Finep, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), tem apoiado o desenvolvimento do projeto por meio de editais, que totalizam quase R$ 100 milhões. A previsão é que o Sirius seja inaugurado em 2018.

O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) é conhecido por desenvolver pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE), por sua vez, investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).

Passada a euforia, E2G avança silenciosamente

NovaCana entrevista diretor do CTBE, Gonçalo Pereira
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NovaCana, 16 de março de 2017

O Brasil está passando por um hiato de novidades sobre o andamento das usinas de etanol celulósico. Depois de viver momentos de euforia e de grandes promessas, as pedras no meio do caminho, além de adiarem as metas em relação ao E2G no país, fizeram com que as indústrias assumissem uma postura mais prudente – agora, o indicativo é de que há um avanço silencioso no desenvolvimento do etanol de segunda geração.

Pesquisadores do CTBE visitam Nordeste em busca de gargalos do setor sucroenergético

Entraves para mecanização de áreas declivosas e queimadas em pátios de armazenamento de palha estão entre os principais problemas; Laboratório irá pesquisar soluções
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Verão e Nordeste tem tudo a ver, mas ao invés de mergulhar os pés nas águas quentes das praias em Pernambuco e Alagoas, os pesquisadores do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) foram gastar sola das botinas nas plantações de cana-de-açúcar e Cana-Energia dessa bela – e quente – região do Brasil.

Para identificar os gargalos e dificuldades enfrentadas pelos produtores e empresários do Nordeste, o CTBE partiu em uma viagem de mais de 2800 quilômetros entre 5 e 11 de fevereiro. Os profissionais visitaram as instalações da Usina Trapiche em Pernambuco, onde foram recebidos por Cauby P. de Figueiredo Filho e Francisco César Martins Cândido; na Estação Experimental BioVertis, subsidiária da GranBio, os especialistas do CTBE foram recebidos por José Bressiani, Tomaz Pereira e Sergio Godoy; na Usina Caeté e em sua coligada Bioflex (usina de Segunda Geração da GranBio), em São Miguel dos Campos, a 60 km de Maceió, o grupo foi guiado por Luiz Magno de Brito e Tomas Pereira.

Demandas de plantio e colheita

Com geografia declivosa, a mecanização de cana-de-açúcar no Nordeste pena para decolar. O Nordeste é responsável por 6,8% da produção nacional de cana, segundo dados da CONAB, “uma colheita feita quase que integralmente de maneira tradicional, ou seja, com queimadas e facão”, explica Henrique C. Junqueira Franco, coordenador da Divisão Agrícola do CTBE.

Declividade acentuada impede mecanização; trabalho do CTBE é mitigar problema (Divulgação/CTBE)

Jorge Mangolini, também da divisão Agrícola e responsável pelo Núcleo de Mecanização do CTBE, conta que 80% da área da Usina Trapiche é de encosta e tem declividade superior a 15%. “Eles precisam de soluções para driblar os problemas dos terrenos que são extremamente inclinados. A prioridade da Usina, neste momento, é com a mecanização da colheita” explica. “Nós podemos contribuir com isso porque essa é a nossa expertise”, continua Mangolini.

No caso da Usina Caeté a demanda foi por melhoramentos na plantadora/distribuidora de cana-de-açúcar desenvolvida por Edilson Maia, diretor da Agrocana. “Essa plantadora é uma máquina em estágio inicial, mas que já funciona. O que nós pretendemos fazer é que ela funcione melhor, opere com mais eficiência”, reforça o especialista do CTBE.

Plantadora desenvolvida por Edilson Maia receberá melhorias com novas pesquisas do CTBE (Divulgação/CTBE)

De posse das informações referentes aos principais problemas no âmbito da mecanização, Mangolini e a equipe de Mecanização da Divisão Agrícola começam se dedicar às pesquisas e às alternativas para atenuar os problemas, sobretudo no corte em terrenos declivosos, também chamado de encostas.

Palha deve queimar só na caldeira

Quando queimada na caldeira, a palha de cana é convertida em energia que alimenta a usina (vapor e eletricidade) e as redes de energia elétrica, um grande negócio em termos de energia limpa. O problema é quando a palha entra em combustão nos pátios, situação que não é exatamente trivial, mas que quando acontece causa prejuízos da ordem de milhões.

Essa situação foi tema de um workshop temático sobre Armazenamento de Palha que aconteceu durante a viagem, na Estação Experimental BioVertis. O encontro reuniu especialistas da DuPont, Raízen, CTC, CTBE e GranBio. “Sabemos que a palha vai acabar pegando fogo nos Centros de Distribuição. Nosso papel é mitigar os problemas e evitar queimadas maiores”, explica João Luís Nunes Carvalho, pesquisador do CTBE.

Os participantes do workshop debateram os riscos de se manter fardos armazenados em pátios, discutiram a distância mínima entre as pilhas de fardos para que, em caso de combustão de uma pirâmide de palha as chamas não atinjam as outras, e procuraram reforçar os procedimentos de segurança para evitar incêndios espontâneos e reduzir a infiltração de água nos fardos [problema que causa fermentação, elevando o risco de incêndio].

“Quando a água entra em contato com a palha em condições anaeróbicas (sem oxigênio) a decomposição gera metano e não CO2, e isso pode levar à combustão espontânea”, detalha Franco.

A palha é estocada a céu aberto, com os fardos empilhados e cobertos por lonas, formando grandes pirâmides de biomassa. Como não há alternativas viáveis para estocar essa palha – construir galpões cobertos é economicamente inviável – os pesquisadores vão trabalhar em conjunto na elaboração de um White Paper (documento oficial assinado por diversas organizações) focado em armazenamento de palha.

Ainda durante a visita no Centro de Distribuição de fardos da GranBio, Fabio Okuno, líder de Recolhimento de Palha do projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity), iniciativa cujo objetivo é aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) na indústria de cana-de-açúcar, por meio do uso da palha produzida durante a colheita, considerou satisfatória a metodologia de levantamento de impurezas minerais dos fardos adotadas pela usina. “A ideia é padronizar o método para podermos, no futuro, fazer análises comparativas dos dados do SUCRE com os da GranBio, buscando melhorias no processamento de fardos de palha de cana”, conta.

O especialista destaca também que muitos dos processos de recolhimento de palha utilizados pelas usinas deverão ser empregados no SUCRE. “Essa troca de informações permite aperfeiçoarmos processos e torna-los mais eficientes”, pontua Okuno.

Parcerias em diversas frentes

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol se envolveu em outras questões além da mecanização. Ainda em fase de diálogo, foram discutidas iniciativas que preveem a produção de açúcar de Cana-Energia. “A Cana-Energia, tal qual, não permite a cristalização de açúcar e nós já estamos fazendo estudos no sentido de tornar isso possível. Todas as usinas visitadas demonstraram interesse na obtenção de açúcar a partir dessa biomassa”, explica o especialista em Modelagem Industrial Paulo Mantelatto, que integra a Divisão de Inteligência de Processos do CTBE.

Já no âmbito do projeto SUCRE, o CTBE planeja uma parceria com a Usina Caeté. “Eles querem utilizar palha na geração de energia para as caldeiras”, explica Franco, coordenador da Divisão Agrícola.

Questionados sobre suas impressões a respeito da expedição a resposta dos pesquisadores do CTBE foi uma só: “essa viagem nos mostrou que há muito trabalho pela frente. Há mais motivos para voltar ao Nordeste do que apenas por suas belas praias”.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de segunda geração cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).

Sobre o Projeto SUCRE

O Projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity) tem como objetivo principal aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) na indústria de cana-de-açúcar, por meio do uso da palha produzida durante a colheita. A iniciativa é promovida pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), que atuará junto a usinas parceiras – que utilizam palha na geração de eletricidade – para desenvolver soluções que elevem tal geração à plenitude da tecnologia disponível.

O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente e gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Ao todo, serão cinco anos de projeto e um investimento de cerca de US$ 67, 5 milhões, sendo US$ 55,8 milhões a parcela estimada de investimentos pelas usinas (grande parte já realizado com a instalação de estações de estações de limpeza a seco, reforma ou compra de caldeiras, turbogeradores, enfardadoras e outros equipamentos).

O objetivo principal do projeto é vencer os desafios tecnológicos no campo e na indústria de forma a possibilitar um maior aproveitamento da palha da cana-de-açúcar na co-geração de eletricidade. Para tanto, a equipe trabalha na identificação e na solução dos problemas que impedem as usinas parceiras de gerarem eletricidade de forma plena e sistemática.

Resíduo da colheita de cana, palha protege o solo e tem alto potencial gerador de bioenergia

Pesquisadores do CTBE, CNPEM e IAC revisam literatura e defendem equilíbrio no uso da matéria-prima; pelo menos 7 toneladas de palha por hectare/ano deve ficar no campo
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Palha de cana-de-açúcar: retirar ou não do campo após a colheita? De um lado, deixar a palha no campo contribui para a preservação e manutenção da qualidade do solo. De outro, sabe-se que a palha é uma excelente fonte energética e uma das matérias-primas (biomassa) utilizadas na produção de bioeletricidade e de etanol de segunda geração – o etanol 2G. E agora? É isso o que o artigo Agronomic and environmental implications of sugarcane straw removal: a major review, publicado no periódico Global Change Biology Bioenergy, busca responder.

O paper, de autoria de pesquisadores do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresenta uma revisão da literatura que compila o que há de mais esclarecedor em termos do uso da palha da cana. “Nosso trabalho se concentrou em fazer uma análise das informações disponíveis e propor um equilíbrio para o uso dessa matéria-prima”, conta João Luís Nunes Carvalho, pesquisador do CTBE e autor principal do artigo.

Propondo alternativas para o aproveitamento sustentável da palha, o artigo defende que parte desse resíduo deve permanecer no solo para que cumpra suas funções ecossistêmicas: manutenção da biodiversidade, reciclagem de nutrientes, aumento da matéria orgânica do solo, armazenamento de água, controle de erosão do solo, controle da infestação de plantas daninhas, funções que contribuem para o aumento da produção de biomassa. Uma outra parte da palha, sugere o estudo, pode ser retirada sem prejuízo ao meio ambiente e direcionada à produção de bioenergia.

Equilíbrio: palha contribui para a manutenção ecossistêmica e tem alto potencial gerador de energia (Foto: Divulgação/CTBE)

Os pesquisadores também identificaram que o excesso de palha no solo contribui para o aumento da infestação de pragas e aumento nas emissões de gases do efeito estufa, e que com a remoção controlada será possível, ao mesmo tempo, mitigar tais inconvenientes e ainda produzir bioenergia. “O que nós podemos afirmar neste primeiro momento, com base na literatura científica, é que a maioria dos benefícios agronômicos, econômicos e ambientais são obtidos quando são mantidos na superfície do solo, no mínimo, sete toneladas de massa seca de palha por hectare e por ano”, explica Carvalho. “Equilíbrio é fundamental”, assegura.

Sustentabilidade exige trabalho e pesquisa

Os efeitos de se manter uma quantidade equilibrada de palha no solo são benéficos para o produtor e para o meio-ambiente. O estudo identificou, por exemplo, que a tomada de decisão sobre a remoção de palha deve ser baseada na quantidade mínima que deve ser mantida no campo. Os autores mencionam ainda que generalizações, tal como algumas observadas na literatura que estabelecem que 50% da palha pode ser removida, devem ser evitadas uma vez que os canaviais brasileiros produzem quantidades de palha que variam de 8 a 30 toneladas por hectare por ano. “A tomada de decisão sobre a remoção de palha deve englobar as condições de solo e clima vigentes em cada local”, defende Carvalho.

Estudo sugere manutenção de 7 toneladas de massa seca de palha no solo por hectare/ano (Foto: Divulgação/CTBE)

Os autores argumentam que esforços devem ser priorizados no sentido de quantificar os impactos da remoção de palha nas perdas de solo por erosão, no sequestro de carbono pelo solo e no armazenamento de água no solo. Segundo os pesquisadores, análises integradas, que englobem os benefícios agronômicos, econômicos e ambientais devem ser priorizadas.

Com a revisão da literatura e o artigo publicado, os pesquisadores estão agora na etapa de aplicar os conceitos apresentados em escala produtiva no projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity), iniciativa cujo objetivo principal é aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) na indústria de cana-de-açúcar, por meio do uso da palha produzida durante a colheita.

Essa etapa é fundamental para sustentar as premissas propostas pelo estudo e atestar as informações no âmbito prático. O paper, disponível em acesso aberto pelo site da GCB Bioenergy, se dedicou a fornecer informações para auxiliar o setor sucroenergético na tomada de decisão sobre a quantidade de palha deve ser mantida no campo. É possível identificar os prós e contras do recolhimento de palha e tomar decisões melhores, mais sustentáveis e mais economicamente saudáveis.

Ferramenta simula impactos ambientais, sociais e econômicos

O CTBE oferece à comunidade científica e à iniciativa privada a Biorrefinaria Virtual de Cana (BVC), uma ferramenta indispensável para as mais diversas análises tais como de capacidade produtiva e de impactos sociais, econômicos e ambientais. Interessados em utilizar o simulador BVC podem entrar em contato pelo Portal de Usuários do CNPEM. O CTBE oferece, além do serviço, um treinamento inicial e suporte na operação dos equipamentos.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).

Sobre o Projeto SUCRE

O Projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity) tem como objetivo principal aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) na indústria de cana-de-açúcar, por meio do uso da palha produzida durante a colheita. A iniciativa é promovida pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), que atuará junto a usinas parceiras – que utilizam palha na geração de eletricidade – para desenvolver soluções que elevem tal geração à plenitude da tecnologia disponível.

O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente e gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Ao todo, serão cinco anos de projeto e um investimento de cerca de US$ 67, 5 milhões, sendo US$ 55,8 milhões a parcela estimada de investimentos pelas usinas (grande parte já realizado com a instalação de estações de estações de limpeza a seco, reforma ou compra de caldeiras, turbogeradores, enfardadoras e outros equipamentos).

O objetivo principal do projeto é vencer os desafios tecnológicos no campo e na indústria de forma a possibilitar um maior aproveitamento da palha da cana-de-açúcar na cogeração de eletricidade. Para tanto, a equipe trabalha na identificação e na solução dos problemas que impedem as usinas parceiras de gerarem eletricidade de forma plena e sistemática.

Petrobras visita CTBE e acena para futuras parcerias em projetos

Técnicos e gerentes da Petrobras se reuniram com Diretoria do CTBE e Coordenadores de divisões; encontro aconteceu em 7 de fevereiro
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Erik Nardini

A rápida visita da Petrobras ao Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) nesta quarta-feira, 7, não desanimou os Engenheiros e Coordenadores da estatal.

A equipe formada por cinco profissionais da Petrobras conversou com Gonçalo Pereira, Diretor do CTBE, com os pesquisadores Daniel Kolling (Divisão Industrial), Tassia Junqueira (Inteligência de Processos), Jaciane Ienczak (Coordenadora Associada da Divisão de Processos), Rosana Di Giorgio (Gestora de Inovação), além de Mário Murakami e Antonio Bonomi, respectivamente coordenadores das divisões Molecular e de Inteligência de Processos.

Esq. para dir.: Daniel Atala, Luiz Fernando Bandeira, Adriano Fraga, Raquel Coutinho,
Danuza Moyses, Christian Queipo, Daniel Kolling, Sarita Rabelo e Francesco Palombo (Divulgação/CTBE)

De acordo com Sarita Rabelo, coordenadora da Divisão de Processos, o propósito da visita foi exclusivamente focado no estreitamento de relações. “O CTBE já possui parcerias de longa data com a Petrobras. A estatal aproveitou para fazer discussões preliminares a respeito do projeto H2020, encabeçado pelo CTBE e aprovado pelo FAPESP no final de 2016”, esclarece. “Somos um Laboratório Nacional e temos as portas abertas para que companhias líderes em suas áreas de atuação venha nos visitar e refletir sobre eventuais parcerias”, acrescenta.

As discussões não se resumiram ao diálogo com as divisões de Processo, Molecular e de Inteligência de Processos. “Praticamente todas as divisões do CTBE se envolveram nesse encontro”, reforça Daniel Atala, pesquisador que está à frente da Divisão Industrial.

Os diálogos com a estatal devem continuar seguindo um fluxo regular, uma vez que a expertise do CTBE no âmbito da Bioeconomia pode contribuir com futuras estratégias comerciais e de pesquisa da Petrobras.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).

Focado em cana, IBGE prepara nova edição da série ‘Dinâmica Territorial’ e visita CTBE

Corpo técnico do Instituto conversou com diretor do CTBE e pesquisador da divisão de Inteligência de Processos; novo livro será lançado no final de 2017
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Membros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) visitaram na segunda-feira, 6, o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE). Exclusivamente dedicado à cultura de cana-de-açúcar, o Instituto prepara um novo volume da série Dinâmica Territorial, periódico que tem como objetivo acompanhar o deslocamento espacial e revelar a geografia contemporânea de produtos da agropecuária nacional – a primeira edição, lançada no final de 2016, abordou o café.

Equipe do IBGE entrevista Gonçalo Pereira: novo livro sobre cenário da cana no Brasil chega no fim de 2017 (Divulgação/CTBE)

A equipe com quatro técnicos do IBGE conversou com o diretor do CTBE, Gonçalo Pereira, e com o pesquisador da Divisão de Inteligência de Processos, Otávio Cavalett. O CTBE foi incluído na rota do Instituto – que está percorrendo parte do interior de São Paulo – por sua importância na produção e pesquisa de Biocombustíveis no Brasil.

“Nós viemos com o intuito de esclarecer algumas dúvidas sobre o cenário da cana [e derivados] no Brasil, mas acabamos saindo com muito mais informações do que prevíamos”, conta Marcelo Luiz Delizio Araujo, do IBGE. “Foi excelente”, destacou antes de seguir viagem com a equipe rumo a Piracicaba, no interior de São Paulo.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).

Workshop on Second Generation Bioethanol 2016

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testeira 2g bioethanol workshop

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) promove nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro o “Workshop on Second Generation Bioethanol 2016” . O evento tem como objetivo discutir temas relacionados à produção de etanol 2G e outros produtos a partir de biomassa vegetal. Neste ano, os seguintes tópicos serão abordados:

I) Sistemas enzimáticos para degradação de material lignocelulósico;
II) Sistemas microbianos para produção de enzimas, biocombustíveis e blocos químicos;
III) Biomassa e biorrefinarias;
IV) Biocombustível e indústria.

Os interessados em participar do Workshop podem se inscrever até  16 de outubro de 2016. Devido ao número limitado de vagas, será feita uma etapa de seleção dos inscritos com posterior confirmação da efetivação da inscrição.

Inscreva-se aqui: http://pages.cnpem.br/2gbioethanol/registration-2/

Relatório Ações e Resultados 2014

Ações e Resultados do CTBE em 2014

CTBE publica segunda edição anual do seu principal documento de divulgação institucional.
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Publicações de CTBE no ISSUU.

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol publicou sua segunda edição anual da publicação Ações e Resultados, principal documento de divulgação de pesquisa e ações institucionais do CTBE. Ela é direcionada à comunidade de pesquisa, empresas (agronegócio, indústria, serviços) governos, instituições de fomento e parceiros.

Em 2014, o CTBE iniciou o processo de abertura das suas instalações de pesquisa e desenvolvimento a pesquisadores externos. A Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP) e os Laboratórios de Desenvolvimento de Processos (LDP) foram inseridos no Portal de Usuários do CNPEM. Profissionais do Laboratório também publicaram dois artigos científicos com fator de impacto acima de 15 pontos.

A publicação de 26 páginas contempla as seguintes seções:

  • Sobre o CTBE
  • Nossa história
  • Instalações de C&T
  • Pesquisa interna
  • Destaques de pesquisa
  • Publicações selecionadas
  • Profissionais
  • Inovação
  • Eventos e programas de capacitação

Clique aqui para fazer o download da publicação (em inglês).