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No Workshop CTBE sobre RenovaBio, humor dos convidados indica que programa está próximo de virar realidade

120 pessoas lotaram Auditório do CTBE; modelagem econômica do programa “está praticamente pronta”, sugeriu Miguel Ivan Lacerda do MME
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Erik Nardini Medina

A aprovação do RenovaBio, marco legal dos biocombustíveis no Brasil, está cada vez mais próxima de se concretizar. Os players reunidos no CTBE nesta sexta, 29, demonstraram ter incorporado aos seus modelos econômicos tudo o que foi discutido na edição anterior do Workshop CTBE, que aconteceu em agosto, versando sobre o Renovacalc.

A cada encontro promovido pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) parece crescer o consenso de que o desenvolvimento de combustíveis limpos e renováveis são essenciais para o cumprimento dos compromissos firmados para com a COP21.

A cooperação entre os atores envolvidos no RenovaBio e no Combustível Brasil (iniciativa do Ministério de Minas e Energia) “precisa acontecer e está acontecendo”, como destacaram Plinio Nastari, presidente da DATAGRO, e Arlindo Moreira, que integra a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Miguel Ivan Lacerda, diretor de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) animou a plateia formada por empresários, pesquisadores e representantes das mais importantes instituições ligadas aos combustíveis no País. “Quando cheguei hoje de manhã, estava confiante da aprovação do RenovaBio no curto prazo, mas agora, no meio do evento, essa confiança aumentou muito”, revelou ao ser questionado por Gonçalo Pereira, diretor do CTBE – um dos quatro laboratórios que integram o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Miguel Ivan Lacerda, do MME: programa está em vias de acontecer (Erik Nardini/CTBE/CNPEM)

O comentário de Lacerda foi motivado pelas apresentações realizadas por CTBE, EPE, DATAGRO, ANP, FINEP, UNICA, MAPA, CADE, Mahle e Embrapa. Cada instituição a seu modo apresentou modelagens econômicas sólidas capazes de suportar as demandas de um programa de estado do porte do RenovaBio. “A modelagem econômica do programa está praticamente pronta”, acrescentou Lacerda: “faltam pequenos ajustes”.

Precisamos trocar o ou pelo e

O engenheiro Ricardo Abreu, diretor da Mahle, explicou que a demanda por combustíveis líquidos tende a permanecer alta no longo prazo. “Ela (a demanda por combustíveis) ainda vai existir por muito tempo. A frota de veículos a combustão ainda será dominante até 2040, respondendo por 75% da frota”, demonstrou em projeções.

Os dados foram apresentados durante a explicação sobre o futuro dos elétricos e híbridos na frota brasileira. Para Abreu, essa constatação representa uma gigante oportunidade para toda a cadeia de combustíveis. “Não apenas a energia solar, ou o etanol. Mas energia solar e etanol, e biodiesel e outras. Precisamos trocar o “ou” pelo “e” o quanto antes”, defendeu.

Para Abreu, o RenovaBio tem papel decisivo na manutenção de uma frota que emita cada vez menos Gases de Efeito Estufa (GEE), seja por meio de aumento da proporção de etanol e biodiesel nos combustíveis fósseis, seja pelo desenvolvimento de motores puramente movidos a etanol aliados a motores elétricos. A solução está no uso equilibrado das matrizes energéticas.

Gonçalo Pereira, que dirige o CTBE desde novembro de 2016 e instituiu os Workshops Estratégicos em março de 2017, considera fundamental que encontros como esses continuem acontecendo. “Hoje, não há questão sobre o RenovaBio que não carregue consigo o nome do CTBE. Nós estamos envolvidos profundamente com o programa, desde a calculadora até a modelagem econômica, social e ambiental”, destacou. “Nós vamos continuar apoiando programas de estado que acreditamos, com base em fatos, serem bom para o País”.

CTBE vai continuar apoiando programas de estado, defende Pereira (Erik Nardini/CTBE/CNPEM)

As apresentações utilizadas pelos palestrantes durante o Workshop serão disponibilizadas na próxima semana, neste endereço. Os vídeos de todas as palestras também ficarão disponíveis em nosso canal no Youtube ainda em outubro.

Participação do CTBE na Fenasucro incluiu palestras e aproximação com o setor

Laboratório contou com painéis em fóruns de produtores e ampliou visibilidade do CTBE/CNPEM no coração do setor sucroenergético
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O CTBE participou entre os dias 22 e 25 de agosto pela primeira vez da FENASUCRO/Agrocana, maior feira do mundo deste segmento. A participação do Laboratório se deu através de um estande, montado em parceria com a multinacional Infors HT, que levou dois equipamentos de bancada – um agitador e um fermentador de última geração – e apresentou também todo o processo de obtenção do Etanol de Segunda Geração.

Gonçalo Pereira, diretor do CTBE, em entrevista ao programa AGRO Record; assista (CTBE/CNPEM/Erik Nardini)

A participação do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), foi decisivo para ampliar a visibilidade do CTBE e diminuir a lacuna que existe entre a ciência básica e o setor produtivo. O Laboratório foi o único, dentre uma centena de expositores, que apresentou processos inéditos e levou o que há de mais avançado em termos de ciência aplicável ao agronegócio.


Henrique J. Franco, coordenador da Divisão Agrícola em palestra durante Fórum dos Produtores da Orplana/DATAGRO (CTBE/CNPEM/Erik Nardini)

O estande do CTBE destacou toda a vanguarda do trabalho que tem sido executado por suas divisões: soluções nas áreas de mecanização, agricultura de precisão, engenharia molecular, inteligência de processos, melhores práticas industriais e fermentação. Todos os processos foram exibidos em um “aquário” de nove metros quadrados no ambiente da Arena do Conhecimento. O Laboratório apresentou ainda as últimas edições dos Boletins CTBE e a Cartilha da Bioeletricidade, produzida com base nos resultados do Projeto SUCRE.

Do ponto de vista educativo foram dois Workshops: um sobre Bioeconomia, do qual participaram coordenadores das divisões e o diretor do CTBE, Gonçalo Pereira; e um fórum internacional de produtores organizado pela Orplana e pela DATAGRO, do qual participou Henrique Junqueira Franco, coordenador da Divisão Agrícola do Laboratório.

O Workshop foi conduzido com vistas a permitir o diálogo entre a iniciativa privada e os órgãos de pesquisa com discussões que abrem caminhos para que o Brasil se torne cada vez mais um País sustentável, autossuficiente em geração de energia e exportador de tecnologia. Participar da feira é um marco na história do CTBE.

Estande do CTBE na FENASUCRO foi montado na Arena do Conhecimento (CTBE/CNPEM/Erik Nardini)

O CTBE mobilizou pesquisadores, analistas e coordenadores em uma força-tarefa que foi capaz de levar ao core do agronegócio todas as inovações realizadas pelo Laboratório. Essa importante iniciativa está alinhada com a atual missão do CTBE em disseminar conhecimento e estreitar laços com o setor sucroenergético, potencializando a ideia de que um Laboratório Nacional deve estar sempre em sintonia com os setores.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, biocombustíveis e bioprodutos. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos.

Evento sobre E2G e biorrefinarias muda formato para aproximar ciência e indústria

Workshop on Second Generation Bioethanol and Biorefining 2017, organizado pelo CTBE/CNPEM, abre inscrições para sua 7ª edição
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O Workshop on Second Generation Bioethanol and Biorefining é um dos mais importantes eventos no calendário do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), um dos quatro Laboratórios que integram o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O evento chega este ano à sétima edição com significativas mudanças. As inscrições estão abertas de 15 de agosto a 10 de setembro e podem ser feitas por este link.

Marcado para acontecer nos dias 29 e 30 de novembro, em Campinas (SP), no Auditório do CTBE, o Workshop é aguardado como ponto de encontro de academia, centros de pesquisa e empresas do Brasil e do exterior. O evento é uma oportunidade para discutir os últimos avanços em etanol 2G e biorrefinarias e construir uma rede entre os principais players globais.

Formato revisado

A sétima edição traz um novo formato, com maior número de palestrantes, maior abrangência temática e ênfase na aproximação entre ciência e indústria, fomentando o diálogo para avanço da inovação e da Bioeconomia.

“O evento vem evoluindo a cada edição, respondendo à dinâmica do cenário de etanol 2G e biorrefinarias. Nesta edição a mudança foi mais significativa” explica Carlos Driemeier, pesquisador do CTBE e um dos organizadores do evento. “A indústria já está produzindo etanol 2G. É um novo nível de maturidade, que requer novas pontes entre ciência e indústria”, analisa.

Os palestrantes são criteriosamente convidados e nesta edição o evento conta com representantes de países como Finlândia, Holanda e Estados Unidos, além do Brasil. “Em todas as edições o cuidado na seleção sempre é o mesmo. Buscamos reunir importantes players envolvidos na temática do evento”, explica a pesquisadora Juliana Velasco, que integra a comissão organizadora do Workshop.

Sessões temáticas e palestrantes

As sessões do dia 29 de novembro – biomassa, pré-tratamento, hidrólise e fermentação alcoólica – cobrem as etapas de produção de etanol 2G.

No dia 30 de novembro, no período da manhã, as sessões abordarão novos produtos obtidos de biomassa, em especial materiais e químicos. Na tarde do dia 30 de novembro, a sessão de biorrefinarias 2G discutirá as experiências das novas biorrefinarias e a Mesa Redonda reunirá lideranças para discutir como acelerar a bioeconomia.

O evento conta com palestrantes confirmados de empresas chaves do setor: CTC, GranBio, Valmet, Novozymes, Lallemand, Petrobras, Amyris, Solvay, Braskem, Clariant, DSM e Raizen. Nas palestras científicas, podemos destacar palestrantes internacionais como Douglas Karlen (USDA, Estados Unidos), Xiaowen Chen (NREL, Estados Unidos), Orlando Rojas (Universidade de Aalto, Finlândia) e Luuk van der Wielen (Universidade de Limerick, Irlanda e TU Delft, Holanda). A programação completa pode ser acessada aqui.

Estudantes e apresentação de pôsteres

Estudantes podem apresentar o resultado de suas pesquisas na forma de pôster. O envio dos Abstracts e das demais informações deve ser feito durante o momento da inscrição. Tal qual nas edições anteriores, estudantes são isentos da taxa de inscrição. Confira as informações gerais do evento neste link.

“É uma ótima oportunidade para que novos talentos se apresentem para um público extremamente qualificado”, analisa Juliana Velasco. “Nós incentivamos alunos de pós-graduação a enviarem seus resumos e se inscreverem no Workshop”, acrescenta Driemeier.

Uma história de sucesso

Ao longo das suas seis edições passadas – a primeira aconteceu em 2010 – o Workshop soma mais de 600 participantes, compostos de jovens promissores e de lideranças consolidadas, do Brasil e do exterior. Segundo o Comitê Organizador, esta edição promete ficar marcada na história do Workshop. “Esperamos um excelente público”, adianta Juliana Velasco.

Workshop sobre Bioeletricidade discute Marco Regulatório do setor elétrico

Evento acontece dia 20 de julho no Auditório do CTBE, em Campinas (SP); inscrições são gratuitas e limitadas
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Acontece no Auditório do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), dia 20 de julho a partir das 8h30, o workshop Bioeletricidade a partir da palha de cana-de-açúcar: reflexões sobre o Marco Regulatório. O portal NovaCana é o parceiro de conteúdo oficial dos Workshops do CTBE.

O evento é gratuito e destinado ao público interessado em compreender o atual cenário da bioenergia e esclarecer os principais pontos do Marco Regulatório do setor elétrico. As inscrições podem ser feitas neste link.

ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO EVENTO

O evento irá reunir usinas do setor sucroenergético, agências de fomento, empresas, órgãos públicos e privados e formadores de políticas públicas. “Reunindo esses players conseguimos estabelecer uma sinergia entre os diversos atores para gerarmos benefícios ao sistema elétrico e ao setor sucroenergético do nosso país”, destaca Thayse Hernandes, coordenadora associada da Divisão Agrícola do CTBE e Assistente de Gestão no Projeto SUCRE.

SUCRE está à frente do Workshop

Com a mudança progressiva no setor canavieiro de um sistema de colheita pela queima para um sistema não queimado e mecanizado, a maior parte da palha resultante desse processo e mantida na superfície do solo tornou-se uma matéria-prima economicamente viável para a produção de bioenergia. Entretanto, essa biomassa também trouxe gargalos nos processos de geração e comercialização de energia nos mercados regulado e livre.

INSCREVA-SE GRATUITAMENTE

Projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity), uma iniciativa do CTBE, um dos quatro Laboratórios Nacionais do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), desenvolve, junto de usinas parceiras, soluções inovadoras para a geração de energia a partir da palha de cana-de-açúcar como complemento ao bagaço. O SUCRE é uma iniciativa financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Temas e palestrantes confirmados

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) Gonçalo Pereira
O papel do Projeto SUCRE Manoel Regis Lima Verde Leal
A geração de eletricidade pelo setor sucroenergético (UNICA) Zilmar José de Souza
Produção de Energia Elétrica Nacional (EPE) Rachel Martins Henriques
O ambiente de comercialização do setor elétrico e a bioeletricidade (CCEE) Roberto Castro
Modelos de  distribuição do setor elétrico para a bioeletricidade (ABRADEE) Nelson Fonseca Leite
Visão do grupo Zilor sobre a Bioeletricidade Valerio A. Zaghi Kovalski
Visão do grupo Raízen sobre a Bioeletricidade Marcelo Couto
Sistema de Limpeza a Seco (CTC) Francisco Linero
Marco Legal e Regulatório – Resultados (Excelência Energética) Selma Akemi Kawana

INOVACANA aposta em novas tecnologias que podem aumentar a produção canavieira

CTBE participa da estreia do evento que acontece dias 9 e 10 de agosto, em Ribeirão Preto (SP); Mecanização e Agricultura de Precisão são destaques do Laboratório
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A cana-de-açúcar tem um potencial incrível para aumentar a produtividade, seja através do uso de técnicas de plantio ou colheita, novas variedades, agroquímicos, etc. Isso sem contar o emprego de inúmeras novas tecnologias e sistemas de gestão que estão surgindo, dia após dia, para ajudar o produtor a ter ganhos expressivos de produtividade em sua lavoura e a reduzir seus custos de produção.

Visando melhorar seus índices, o setor sucroenergético anseia por essas inovações e melhorias. Com tantas novidades disponíveis no mercado, o produtor se vê no meio de uma situação de insegurança na hora de escolher quais são as práticas e processos que trarão, de fato, uma real vantagem competitiva para sua lavoura. Algumas das dúvidas mais constantes são:

  • Quais são as inovações adequadas à minha atividade?
  • Como acessar essas inovações?
  • Como preparar a empresa para receber e tirar melhor proveito dessas inovações?

Responder essas questões fica mais fácil quando observamos casos de sucesso do setor. Os chamados “early adopters” das novas tecnologias com certeza têm conselhos valiosos aos novos entrantes, especialmente no que diz respeito a tecnologias que realmente agregam valor aos seus negócios.

Por isso, o Grupo IDEA convidou o Grupo São Martinho, a Usina São Manoel, Grupo Colombo e a Agrícola Campanelli para apresentarem seus cases de sucesso em inovações no evento INOVACANA, que vai acontecer nos dias 9  10 de agosto em Ribeirão Preto.

Além dos casos de sucesso, o evento vai discutir outros pontos importantes acerca do desenvolvimento tecnológico, como:

  • Quais são as inovações tecnológicas que o setor precisa para melhorar seus resultados e enfrentar as frequentes crises de preços?
  • Dentre essas, quais já estão disponíveis no mercado e quais estão no forno?

Entre uma discussão e outra, os participantes do INOVANA poderão conhecer o que há de mais avançado no setor canavieiro no momento em diferentes áreas, como:  evolução de softwares de gestão, novos equipamentos agrícolas, aplicação correta da agricultura de precisão, produtos bioquímicos que estimulam a cana, serviços mais objetivos de consultoria, telemetria ligada à produção canavieira, uso direcionado das imagens de satélite, novas variedades de cana que une um altos teores de sacarose e fibra com elevadíssima produtividade agrícola, além de muitas outras inovações tecnológicas identificadas pelos consultores do Grupo IDEA e que são boas apostas para as próximas safras.

Participe e seja protagonista no primeiro evento do setor canavieiro que vai discutir o papel nas inovações no agronegócio NA PRÁTICA. As inscrições para o INOVACANA estão abertas no site: www.ideaonline.com.br.

CTBE organiza segunda edição de Workshops Estratégicos e foca em macaúba

‘Ouro verde’, macaúba tem enorme potencial para o mercado de óleos; evento reúne dia 7 de junho especialistas no fruto, empresários e órgãos públicos
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Erik Nardini Medina

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) realiza, dia 7 de junho, no campus do CNPEM em Campinas, a 2ª edição dos Workshops Estratégicos CTBE – WECTBE. Gratuito e exclusivo para especialistas, empresários e representantes de órgãos públicos, essa edição se dedica a debater os potenciais e desafios da Macaúba. O evento é organizado pelo CTBE e tem apoio do Instituto Agronômico (IAC) de Campinas. Acesse a programação.

INSCREVA-SE PARA O WORKSHOP ESTRATÉGICO CTBE: MACAÚBA

Também chamada Coco-de-espinho, a Macaúba é um fruto conhecido, ainda que pouco explorado. A polpa é apreciada na gastronomia e de sua amêndoa se extrai um óleo de altíssima qualidade para uso industrial, já aplicado em biodiesel e com um enorme potencial de difusão entre as indústrias cosmética, alimentícia e de óleos.

Cosméticos, biodiesel, alimentação: macaúba tem aplicações diversas e estratégicas

Pesquisas indicam que o óleo extraído da amêndoa da macaúba chega a superar o óleo de dendê, abrindo um novo leque de possibilidades. “Entendemos que a macaúba pode alavancar o mercado de óleo nacional e reduzir a dependência pelo óleo de palma”, pontua Gonçalo Pereira, diretor do CTBE.

Legislação

O ‘ouro verde’ – expressão utilizada pelos especialistas ao se referirem à macaúba – também se beneficia da criação de uma política nacional de biocombustíveis florestais prevista no Projeto de Lei 1291/15 cujo objetivo, conforme nota da Comissão de Minas e Energia, é “ampliar a participação desses combustíveis na matriz energética brasileira e promover o cultivo de florestas plantadas com potencial energético e a produção sustentável de biocombustíveis”.

Brasil é líder

O Brasil lidera as pesquisas com a macaúba, iniciadas em grande volume há cerca dez anos. A polpa apresenta excelentes propriedades alimentares e nutracêuticas. O óleo da amêndoa é apreciado pelas indústrias de alimentos e de cosméticos e o óleo da polpa, rico em ácido oleico, é ideal para obtenção de biodiesel e bioquerosene.

Dentre os desafios para a ampliação dos usos da macaúba destacam-se a necessidade de conhecer melhor os aspectos biológicos da espécie; a mecanização das atividades de plantio e colheita; as aplicações industriais dos seus diversos produtos, além da regulamentação de aspectos legislativos que facilitem a implantação da sua cadeia de produção.

“Vencer essas etapas”, explica Carlos Colombo, pesquisador do IAC, “permitirá que a macaúba possa ser empregada como fator de desenvolvimento regional e ser protagonista em ações de políticas públicas adequadas”.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, biocombustíveis e bioprodutos. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos.

Ethanol Summit oficializa participação do CTBE em dois painéis

Gonçalo Pereira, diretor do Laboratório, e Henrique Franco, da Divisão Agrícola, farão palestras dia 27 de junho
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Erik Nardini Medina (*)

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia (CTBE) está confirmado para a edição de 10 anos do Ethanol Summit, marcado para os dias 26 e 27 de junho, no WTC, em São Paulo (SP). Gonçalo Pereira, diretor do CTBE, e Henrique Franco, coordenador da Divisão Agrícola, se apresentarão respectivamente nos painéis 4 e 10, no dia 27 de junho, no evento que reunirá empresários, autoridades governamentais, especialistas de renome internacional e representantes de ONGs para debater temas estratégicos dos mais diversos segmentos da cadeia sucroenergética.

Gonçalo Pereira (Diretor do CTBE)
Painel “Perspectivas para 2030: O Papel do Etanol Celulósico”
Data e hora: dia 27 de junho, a partir das 10h45

Henrique J. Franco (Divisão Agrícola)
Painel “Mais Produtividade e Menor Custo: Caminhos para Crescer”
Data e hora: dia 27 de junho, a partir das 14h

Com o mote “Um Salto para 2030”, o evento focará os desafios relacionados à expansão da produção de etanol e bioeletricidade no Brasil. Aspectos econômicos, sociais e ambientais orientarão as discussões, tendo como pano de fundo as metas de desenvolvimento sustentável apresentadas pelo País no Acordo mundial do Clima.

O Ethanol Summit, realizado a cada dois anos pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), vem se destacando desde 2007 como um dos maiores congressos sobre produtos e energias renováveis derivados da cana, e um dos principais do gênero no mundo. Na edição deste ano os organizadores esperam reunir mais de 2.500 pessoas.

Última edição foi em 2015; publico esperado para 2017 deve superar 2500 pessoas (Divulgação/Ethanol Summit)

No primeiro dia do evento, após a cerimônia de abertura, haverá duas plenárias: “O Setor Sucroenergético e a Retomada Econômica” e “2030 – Perspectivas para a Cana-de-Açúcar”. No segundo dia, além das plenárias “Os Biocombustíveis e o Futuro da Mobilidade” e “Etanol no Mundo: Demanda, Produção e Perspectivas”, serão realizados 10 painéis sobre assuntos específicos da indústria canavieira, conforme abaixo:

30 Anos de Bioeletricidade: Realizando o Potencial
• Cana e Inovação: Novos Usos e Produtos
• Abastecimento e Meio-Ambiente: O Papel do Etanol
• Perspectivas para 2030: O Papel do Etanol Celulósico
• Infraestrutura no Setor Sucroenergético: Investindo para Crescer
• Perspectivas para 2030: Estratégias para o Etanol
• Avanços Tecnológicos e a Imagem Global do Agronegócio Brasileiro
• Biocombustíveis na Aviação: Solução de Baixo Carbono
• A Expansão do Etanol na América Latina
• Mais Produtividade e Menor Custo: Caminhos para Crescer

A exemplo da edição de 2015, o Summit 2017 será comandado pelo jornalista William Waack e realizado em um formato inovador. Todos os debates serão promovidos numa arena 360º, onde cada congressista recebe um equipamento que lhe permite selecionar o áudio da apresentação que deseja acompanhar, sem que haja interferência de outros conteúdos simultâneos. O evento deste ano é organizado pelas empresas MCI e MediaLink Comunicação Corporativa. Mais detalhes sobre a programação serão divulgados em breve na página www.ethanolsummit.com.br.

Inscrições e informações

Todas as inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio do site www.ethanolsummit.com.br. Já os pagamentos podem ser efetuados no sistema online com os cartões de crédito Visa e MasterCard ou por boleto bancário.

(*) Com informações do MCI e MediaLink Comunicação

Usos da palha no campo e na indústria revelam potencial da biomassa para conservação do ambiente e geração de energia

Artigo do CTBE publicado na revista Biofpr analisou três cortes de quatro variedades de cana em sete regiões do país; benefícios são animadores
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Erik Nardini

Há uma preocupação em se manter os canaviais produtivos por mais tempo. Atualmente, a cultura da cana-de-açúcar tem “vida útil” média de 3,6 safras no centro-sul do Brasil, podendo se estender por vários anos, mediante ao bom manejo, antes de o solo passar por uma espécie de renovação. Para que o solo consiga suportar esse processo os agricultores recorrem à aplicação de herbicidas e adubos, mas há algum tempo outros métodos de cuidado com o campo têm sido estudados.

Um deles, realizado por pesquisadores do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), procura encontrar o equilíbrio da quantidade e qual parte de palha, , que deve ser mantido sobre o solo e quanto pode ser seguramente removido para produção de bioenergia.

O estudo Comprehensive assessment of sugarcane straw: implications for biomass and bioenergy production, publicado recentemente no periódico Biofuels, Bioproducts & Biorefining – Biofpr, apresenta resultados de pesquisas realizadas em três cortes de quatro variedades de cana em sete regiões brasileiras.

Segundo Lauren Maine Santos Menandro, Engenheira Agrônoma no CTBE e principal autora do artigo, a composição de ponteiros [topos verdes] e folhas secas se diferem muito entre si, e estas diferenças se sobrepõem às existentes entre variedades, tipos de solo e idades do canavial.  “As folhas secas representam 60% da palha (massa seca), no entanto, os ponteiros contêm cerca de 70% do teor total de Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K)”, explica.

Topos verdes e folhas secas no solo após colheita de cana: estudo busca compreender usos e proporções

A pesquisadora conta que para a realização do trabalho foram coletadas 468 amostras em canaviais localizados na região centro-sul do Brasil. Segundo a autora, foi possível observar uma relação média de palha / colmo de 12% (120 kg de massa seca de palha por tonelada de colmo fresco).

“Esse dado pode ser utilizado para estimar a produção de palha nos canaviais do centro-sul do Brasil”, avalia Menandro. A exceção ficou por conta do resultado obtido em canaviais mais velhos (5º corte), que mostrou uma relação de produção de palha um pouco inferior, da ordem de 10%.

Lugar de ponteiro é no campo

O artigo mostra que os ponteiros de cana, ricos em N, P e K, são capazes de reciclar até quatro vezes mais esses nutrientes em relação às folhas secas. “Além disto, os ponteiros devem ser evitados na indústria, pois apresentam umidade mais elevada (68% contra 11% das folhas secas) e também altos teores de cloro (10 vezes mais que as folhas secas), características indesejáveis no processo de produção de bioeletricidade e etanol 2G. Isso significa que, quando processados na indústria, acabam prejudicando a eficiência das caldeiras, reduzindo a vida útil dos equipamentos e aumentando o custo total de produção”, acrescenta Menandro.

Por outro lado, explica a autora, as folhas secas apresentam ótimo rendimento na cogeração de eletricidade e na produção de etanol 2G em razão de maiores concentrações de celulose, lignina, e hemiceluloses, além de alto poder calorífico. Outros detalhes do projeto foram abordados na página do Projeto SUCRE e podem ser lidos aqui.

Quantidade de resíduo a ser mantido no solo: generalizações devem ser evitadas

Questionada sobre a quantidade ideal de resíduos a serem deixados no campo, Menandro diz que não existe valor fixo para a quantidade de ponteiros e folhas secas que deve permanecer no campo.

Com base na literatura científica, Menandro e outros pesquisadores do CTBE, verificaram que os benefícios agronômicos e ambientais estão em equilíbrio quando são mantidos, no mínimo, sete toneladas de massa seca de palha por hectare na superfície do solo por ano.

SETE TONELADAS POR HECTARE? VEJA DETALHES NA REPORTAGEM

No entanto, relembra Menandro, “os trabalhos vêm mostrando que uma recomendação padrão da quantidade de palha a ser mantida no campo deve ser evitada, já que as condições de clima e solo dos canaviais são muito distintas e as respostas à remoção da palha também serão”, analisa. “Solos sob diferentes condições edafoclimáticas necessitam de quantidades distintas de palha para manter a sustentabilidade do sistema”.

Métodos de colheita devem ser constantemente aperfeiçoados

Quando a remoção da palha for necessária e viável economicamente, Menandro destaca que “os ponteiros devem ser preferencialmente mantidos no campo e as folhas secas removidas (parcial ou totalmente) para indústria”.

O grande gargalo para o melhor aproveitamento destes resíduos está na colheita, principalmente da cana ‘tombada’, situação em que não é possível utilizar o ‘despontador’ para separar os ponteiros.  “Nenhuma colhedora hoje tem um sistema capaz de separar efetivamente os ponteiros das folhas secas no campo”, conta Menandro. “O ideal seria separar, distribuir os ponteiros no campo e mandar parte das folhas secas para usina”, explica.

CONHEÇA OUTRAS ROTAS DE COLHEITA

Conforme Menandro, o intuito da pesquisa é mostrar que ao separar ponteiros e folhas secas é possível oferecer matéria-prima de melhor qualidade para produção de bioenergia (folhas secas), sem perder os benefícios da palha no campo e prejudicar o canavial (manutenção dos ponteiros)

“Nossos resultados oferecem oportunidades para o setor sucroenergético. As colhedoras que evoluírem neste sentido – melhorar separação de resíduos na colheita – estarão um passo à frente em desenvolvimento, impactando do setor agrícola ao industrial. Nós do CTBE já estamos de olho nisto e estamos buscando parcerias para que isso se torne realidade para o setor”, conclui a pesquisadora.

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, biocombustíveis e bioprodutos. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos.

CTBE participa do programa Tecnologia do Campo, transmitido pelo Canal Rural

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O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia (CTBE), representado pelo pesquisador João Luís Carvalho, participou da última edição do programa Tecnologia do Campo, exibido nacionalmente pelo Canal Rural. Carvalho falou sobre os avanços da mecanização e seus efeitos na conservação do solo. A participação do pesquisador pode ser conferida a partir dos 9m e 22s.