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Projeto Temático do CTBE é aprovado pela Fapesp

Desenvolvimento de rotas biotecnológicas para valorização da lignina, resíduo da indústria de etanol celulósico, é o objetivo de parceria com Reino Unido
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O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), a Universidade de Warwick e a Universidade de Manchester, no Reino Unido, darão início a um projeto que visa desenvolver rotas biotecnológicas para conversão de lignina, atualmente com aplicações de baixo valor, em produtos químicos de alto valor de mercado, como componentes de cosméticos, princípios ativos de fármacos e fragrâncias para perfumes. A proposta de projeto foi selecionada em chamada conjunta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em parceria com a agência de financiamento inglesa para pesquisas e treinamento em biociências, o Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC).

O trabalho busca valorizar o segundo componente mais abundante do bagaço de cana-de-açúcar, a lignina. De acordo com o pesquisador do CTBE e coordenador do projeto, Fabio Squina, atualmente frações de lignina produzidas em plantas de etanol celulósico são dedicadas para gerar calor e energia elétrica nas usinas. O objetivo deste projeto é desenvolver rotas biotecnológicas para converter esse componente da biomassa em produtos químicos de alto valor.

Segundo Squina, desenvolver uma tecnologias que valorizem a lignina, integrada a produção de etanol, poderá auxiliar a viabilizar tecnologias de segunda geração. “Vivemos um grande desafio de desenvolver biorrefinarias de material lignocelulósico. A integração dos processos biotecnológicos pode ajudar a tornar processos de conversão de matérial lignocelulósico mais rentáveis”, explicou.

O resultado oficial, divulgado dia 19 de outubro, anunciou a aprovação de duas propostas de projetos, a do CTBE com as universidades britânicas, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em conjunto com a Universidade de Bath, do Reino Unido. Os projetos terão duração de cinco anos e deverão atuar de forma colaborativa, com o foco em desenvolver processos de biorrefinaria para o desenvolvimento de biocombustíveis avançados. A parte brasileira do projeto do CTBE será financiada pela Fapesp, com cerca de R$ 2.3 milhões.