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CTBE firma parceria de pesquisa com a Zilor

Projeto de pesquisa poderá dar respostas para reverter a perda de produtividade da cana-de-açúcar

Dirigentes da Zilor assinaram, na última semana, acordo de projeto de pesquisa de quatro anos com o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), pertencente ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O acordo prevê um estudo de qualidade dos solos das unidades Barra Grande (Lençóis Paulista-SP) e São José (Macatuba-SP), usinas geridas pela empresa Zilor.

A equipe do CTBE, coordenada pelo Dr. João Luís Carvalho, irá analisar os indicadores químicos, físicos e biológicos do solo em áreas de cana-de-açúcar da Zilor com produtividades reais discrepantes do potencial produtivo baseado nos ambientes de produção. “O objetivo do projeto de cooperação é identificar os fatores que estão limitando a produtividade da cultura e atuar no sentido de eliminar estas travas do sistema e deixar o ambiente de produção mais responsivo”, explica Carvalho. O projeto prevê a avaliação do histórico de uso da terra, práticas de manejo, análises de solos e das produtividades obtidas nas áreas pré-selecionadas. Serão realizadas, também, amostragem do solo, instalação de sensores para monitoramento da temperatura e umidade do solo e quantificação da produção de biomassa das áreas.

Técnicas pouco convencionais, tais como avaliação enzimáticas do solo e análise visual da estrutura do solo (VESS), serão utilizadas para avaliar potenciais limitações biológicas, físicas e estruturais ao crescimento adequado de cana-de-açúcar. Deverá ser realizado, ainda, uma análise integrada da qualidade do solo utilizando diferentes ferramentas, por meio do Sistema de Avaliação da Gestão do Solo (em inglês, Soil Management Assessment Framework – SMAF), com o objetivo de correlacionar e explicar as discrepâncias de produtividade de áreas de cana-de-açúcar com capacidade produtiva semelhante.

A aposta do diretor de Parcerias e Agrícola da Zilor, Denis Arroyo Alves, é que o projeto de pesquisa com o CTBE dê repostas para reverter esse cenário. “A atuação do CTBE é o grande diferencial, que possuí profissionais capazes de ouvir as empresas e identificar o que realmente é importante”, destacou. “Trabalhamos muito forte a parte química do solo durante um tempo no setor, agora começamos a tratar o aspecto físico do solo, e acreditamos que falta uma ponta nesse triângulo, a microbiologia, que é um dos enfoques que estamos apostando com esse projeto”, explicou.

A Zilor

A empresa gere três usinas de cana-de-açúcar e inicia em 2018 sua 72ª safra. Fechando a safra de 2016/17 com um lucro de R$ 167,38 milhões e 11,34 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas, a previsão de moagem da companhia para a safra 2017/18 é de 11,2 milhões de toneladas de cana.

Visando a sustentabilidade em todas as suas operações, a Zilor desenvolve, por meio de processos biotecnológicos, produtos para alimentação humana e nutrição animal, por meio da Biorigin. Além disso é uma das acionistas da Copersucar S.A., maior empresa brasileira de açúcar e etanol e uma das maiores exportadoras mundiais desses produtos, e associada à UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar), maior organização representativa do setor de açúcar e bioetanol do Brasil.

A empresa já é parceira do CTBE, por meio do Projeto SUCRE, cujo objetivo é aumentar a geração de eletricidade a partir do aproveitamento da palha da cana-de-açúcar no setor sucroenergético. Os resultados preliminares das avaliações realizadas pelo SUCRE em áreas da Usina Quatá (Quatá-SP), gerida pela Zilor, influenciaram a decisão dos dirigentes em alterar a quantidade de recolhimento de palha para geração.

Leia mais sobre a influência dos estudos do CTBE na Zilor

 

Dirigentes da Zilor, da esquerda para a direita: Tedson Azevedo, especialista da área de Parcerias e Agrícola; Denis Arroyo Alves, diretor de Parcerias e Agrícola; José Marcos Lorenzetti, membro do Conselho de Administração; Claudio Campanholi, gerente de Parcerias e Agrícola; Luiz Carlos Dalben, Diretor Presidente da ASCANA | Foto: Viviane Celente

 

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).

 

Sobre o CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas-SP, possui quatro Laboratórios Nacionais – referências mundiais e abertos às comunidades científica e empresarial. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) atua na área de biotecnologia com foco na descoberta e desenvolvimento de novos fármacos; O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para valorização e transformação de materiais agroindustriais em bioprodutos com ênfase em biocombustíveis; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas científicas e desenvolvimentos tecnológicos em busca de soluções baseadas em nanotecnologia.Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.