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CTBE expõe estudos no 38th Symposium on Biotechnology for Fuels and Chemicals

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O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) esteve presente no 38th Symposium on Biotechnology for Fuels and Chemicals (SBFC), em Baltimore, nos Estados Unidos com a apresentação de três pesquisas. O evento é referência em biocombustíveis e bioprocessos, área de atuação do CTBE.

Um dos trabalhos apresentados foi o de Lívia Brenelli, aluna de doutorado no CTBE em parceria com a Universidade de Copenhagen, na Dinamarca. Lívia tratou dos desafios e oportunidades biotecnológicas que surgem ao empregar enzimas oxidativas para a degradação da lignina. A doutoranda, que teve a oportunidade de participar pela segunda vez do Simpósio, atua no CTBE desde 2010 com o desenvolvimento e produção de enzimas envolvidas na degradação da biomassa lignocelulósica da cana-de-açúcar visando a produção de insumos químicos e obtenção de compostos antioxidantes a partir da lignina extraída do bagaço de cana.

Mais sobre o estudo “Lignin depolymerization with laccase and its mediators system: an opportunity and technological challenge that needs further development and optimization”: https://sim.confex.com/sim/38th/webprogram/Paper31989.html

Outra participação do CTBE no evento foi do doutorando João Paulo Franco Cairo que foi o primeiro a tratar sobre a presença de dois genes no genoma do cupim Coptotermes gestroi, que codificam duas enzimas que degradam material lignocelulósico. “Até então só existia a caracterização das enzimas relativas a pesquisa, a superóxido dimustase e a monoxigenase de polissacarídeos, em fungos e bactérias. Foi a primeira vez que enzimas foram descritas em animais com essa finalidade. Com essa descoberta é possível agora saber a função de proteínas similares a elas, até então dita ‘sem função’ em outros animais, através da análise de similaridade nos bancos de dados de sequência de genes”, afirmou. Cairo é aluno do CTBE e da Universidade de Campinas (UNICAMP) desde 2009, onde desenvolveu seu mestrado e agora seu doutorado, e deu início a estudos sobre as enzimas que o cupim produz para degradar madeira, seguindo a linha de pesquisa de genômica e proteômica.

Mais sobre o estudo “Functional characterization of a superoxide dismutase and a lytic polysaccharide monooxygenase AA10 from the lower termite Coptotermes gestroi”: https://sim.confex.com/sim/38th/webprogram/Paper31639.html

A especialista em processos do CTBE Tassia Lopes Junqueira também esteve presente no Simpósio em uma sessão especial, onde apresentou as iniciativas do Laboratório para incentivar os biocombustíveis. Durante a apresentação, Tassia expôs as potencialidades em avaliar os diferentes cenários da cadeia de cana-de-açúcar através da Biorrefinaria Virtual de Cana (BVC) do CTBE. “A BVC é uma ferramenta de simulação computacional que possibilita avaliar a integração de novas tecnologias à cadeia produtiva de cana-de-açúcar e outras biomassas, considerando os três eixos de sustentabilidade: econômico, ambiental e social”, explica. Tassia também apresentou um estudo produzido pelo CTBE em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o objetivo de fazer uma projeção tecnológica e dos custos ao longo dos próximos 15 anos do etanol de primeira e segunda geração. Segundo o estudo, o etanol de segunda geração começará a se tornar competitivo em médio prazo (2021-2025), e entre 2026 e 2030 poderá ter o custo 30% inferior ao etanol de primeira geração. Também foram apresentados os resultados da avaliação ambiental, mostrando que o etanol de segunda geração tem também maior potencial de mitigação dos gases de efeito estufa.

Mais sobre o estudo “De promessa a realidade: como o etanol celulósico pode revolucionar a indústria da cana-de-açúcar: uma avaliação do potencial competitivo e sugestões de política pública”: http://ctbe.cnpem.br/etanol-celulosico-deve-ser-viavel-2020/

Sobre o CTBE

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O CTBE desenvolve pesquisa e inovação de nível internacional na área de biomassa voltada à produção de energia, em especial do etanol de cana-de-açúcar. O Laboratório possui um ambiente singular no País para o escalonamento de tecnologias, visando a transferência de processos da bancada científica para o setor produtivo, no qual se destaca a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP).